Esse artista californiano tem como base de sua colagem jornais,
revistas, quadrinhos e entre outros papéis vintage. Sua estética gráfica vem de
linhas precisas, formas simplificadas e contraste utilizando o tingimento dos papéis
combinado com tinta acrílica.
Os temas como espreguiçadeiras, praias e água remetem aos
prazeres simples e emoções do estilo de vida da Costa Oeste.
Quis fazer uma Gueixa pela admiração do domínio das várias artes que elas precisavam e precisam ter, seja tocando Shamisen (espécie de violão japonês de três cordas), flauta, danças, leques, poesia, entre outras artes.
Por isso, fiz uma máscara abstrata remetendo as múltiplas faces artísticas de uma Gueixa.
Tirei uma foto do meu dicionário japonês sobre o significado de “Gueixa”, pois muitos possuem um entendimento errado sobre:
Gueixa: Uma mulher cuja profissão é entreter convidados cantando e dançando em banquetes e outros lugares. Uma pessoa com domínio de várias artes. Uma pessoa talentosa.
Nova leva de catálogos de papéis especiais que recebemos da Inventário :)
Fica a dica dessa empresa para quem busca papéis especiais!
Referência nesse segmento há 25 anos importando papéis de diversos países, a empresa tem um portfólio imenso de papéis coloridos, metalizados, texturizados, entre outros.
A Inventário fica em Curitiba, mas eles enviam para todo o Brasil.
Hoje vamos contar um pouco da história do Ale Magnere, da Alma Gráfica, mais um apaixonado pelas Artes Gráficas.
Designer Gráfico de formação, ele sentia a necessidade de sair da tela do computador para algo tangível, algum ofício para dominar uma ferramenta e técnica. Poder traduzir o trabalho fisicamente e ter orgulho disso.
A paixão entre Design Gráfico e Gravuras o levou ao método da impressão em Letterpress - técnica criada em meados do século XV que permitiu a impressão em maiores quantidades. Este método ressurgiu atualmente de uma forma mais artesanal e sofisticada já que permite a entrega de impressos com relevos e texturas únicas que nenhum outro método consegue reproduzir.
Sobre o maquinário atual da Alma Gráfica:
"Hoje tenho três impressoras, escolhidas a dedo para essa parte da impressão a letterpress: Uma Catu minerva (anos 70), uma Heidelberg de leque (1971) e uma Vandercook modelo 4 (1951). Todas são bem antigas e, por conta do avanço da tecnologia que favorecia a impressão em grande tiragem e velocidade, foram deixadas de lado. Só que como máquinas de puro ferro, engrenagens e engenharia foram feitas para durar por muitos anos. E hoje são ferramentas interessantes para trabalhar. É muito bonito como uma máquina tão robusta, quando bem ajustada, faz toques precisos e delicados."
Alguns trabalhos que o Ale selecionou e contou um pouco da história por trás de cada produção:
Cartão de Visita - Rute Yumi
"Esse trabalho é significativo pelo momento da artista Rute Yumi. Ela logo abriria uma exposição com seus trabalhos e precisava de um cartão de visitas para entregar na abertura.
Co-criamos essa intenção da textura das pinturas delas em uma grande folha, que depois de cortada seria cada cartão de visitas. O kanji do nome, vem de uma escrita do pai dela que pegamos de um pedaço pequeno de papel. Para mim tem essas camadas de significado, lembrar de algo querido de alguém que não está mais aqui, apresentando seu nome para o mundo. Cada cartão é diferente um do outro. Sinto que são pequenas gravuras."
Tag Bomber Dion Ochner
"O desenho surgiu dos envelopes dos jeans que historicamente traziam botões de reposição. A partir disso, a intenção foi de trazer um pequeno catálogo impresso, ressaltando os detalhes de cada peça."
Caixa para entrega dos projetos da Isla Arquitetura
"A caixa predomina o cinza, mas ao abrir tem um forro amarelo vivo. Invertemos a ideia de revestimento da caixa."
Cartão de Visita - Gus Benke
"É um cartão com quatro papéis de baixa gramatura acoplados, fica uma linha colorida ressaltada que aparece no refile final. Esse detalhe foi construído junto com o cliente e apareceu de forma natural. Mostrou-me como é rico um processo colaborativo na produção."
Para homenagear o Dia Nacional do Design, nada melhor que fazer um post de um Artista com raízes no Design Gráfico.
A principal técnica de Adriano é a colagem com recorte de papéis com diferentes texturas e cores. Tem como inspiração as estruturas de ocupação humana construídas no planeta, as formas orgânicas das estruturas da natureza e de organismos vivos.
O Artista Curitibano nos contou que não tinha muito talento para desenhar com o lápis, então a técnica de recorte veio como uma forma de conseguir retratar o que ele desejava.
"Trabalhei muito tempo como diretor de arte de
uma revista que tinha capas muito artísticas. Acho que ali comecei a usar a
colagem como uma forma de ilustrar uma ideia.
Meu trabalho pode ser variado. Hora mais figurativo como na série Capitais Brasileiras, onde retratei 1.056 ícones das 27 capitais brasileiras. Hora mais abstrato como nas séries "Antera", "Estrutura" e "Substância".
Na série “Crise” utilizei somente cartões e documentos bancários para criar as colagens. Em minha série mais recente "Refúgio", tentei imaginar como seriam as estruturas de ocupação de locais geograficamente isolados. Também uso a colagem de recortes de papéis para ilustrar livros e capas de revistas.
Atualmente estou trabalhando em um livro de minha autoria, ilustrado com recortes de embalagens plásticas. Um desafio."